Travel in Portuguese
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TravelA1Governo prevê R$ 97,9 bilhões para bancar programas de crédito subsidiados em 2027
Os programas de crédito com juros subsidiados previstos pelo governo em 2027 devem custar aos cofres públicos R$ 20,5 bilhões ao longo dos contratos de empréstimo. Só no ano que vem, o custo estimado é de R$ 3,4 bilhões. O cálculo considera o desembolso total da dotação orçamentária prevista para 2027 e o subsídio implícito divulgados pelo governo na apresentação do projeto de lei orçamentária anual (PLOA) para cada um dos seis programas de crédito com juros mais baixos previstos para 2027. Orçamento de 2027: governo confirma salário mínimo de R$ 1.741 e aporte de R$ 6 bilhões nos Correios Orçamento de 2027: Despesa obrigatória tem queda para 91,7% do total de gastos No total, a despesa financeira prevista é de R$ 97,9 bilhões, maior do que o desembolso realizado até julho deste ano, de R$ 45,5 bilhões, e do total usado em 2025, de R$ 36,7 bilhões. Esses recursos financeiros normalmente são aportados pelo governo em fundos e usados como fonte de financiamento para programas de crédito com juros subsidiados, operados por instituições. São exemplos o uso do Fundo Social para bancar o crédito do Minha Casa Minha Vida, cujo valor autorizado para o ano que vem é de R$ 40,3 bilhões. Os valores são devolvidos ao governo na medida que os empréstimos são pagos. Na prática, porém, há perdas para o caixa da União (subsídio implícito), porque os juros cobrados nos financiamentos são menores do que o valor médio pago pelo Tesouro na captação dos recursos por meio da emissão de títulos da dívida pública federal. Essa diferença não impacta o resultado primário, mas contribui para o aumento do endividamento. Tarifaço: Em reunião com os EUA, governo Lula defende diálogo e ministros devem ter novo encontro Além do fundo social, a dotação de R$ 97,9 bilhões considera financiamentos ligados à garantia à exportação dentro do Plano do Brasil Soberano (R$ 6,5 bilhões); ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (R$ 29,7 bilhões); projetos relativos à infraestrutura social (R$ 10 bilhões), uso dos recursos do FNAC para crédito a serviços aéreos regulares (R$ 1,5 bilhão); e uso dos recursos do FNDCT para projetos de desenvolvimento tecnológico (R$ 9,9 bilhões). Cada programa tem um subsídio implícito associado. O detalhamento foi feito após o Tribunal de Contas da União (TCU) determinar maior transparência na execução de políticas públicas por meio de fundos públicos. Na entrevista coletiva concedida à imprensa para tratar do PLOA, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, lembrou que não é “realista” esperar que todo o valor orçado seja desembolsado no mesmo ano. Em julho: Dívida pública sobe a 82,5% do PIB e atinge maior patamar desde abril de 2021 — Aqui a gente fez uma conta que mensalizou, que os recursos são executados na prática em 12 parcelas, mas, pegando o caso do fundo clima, o desembolso leva um bom tempo. A hipótese é que há desembolso integral no exercício, que não é exatamente realista, além do mais que se faz esse desembolso mensalmente. Para o ministro, é preciso qualificar o debate. Apesar do custo das políticas, é preciso verificar o resultado em termos econômicos e sociais. — Assim, acreditamos que abre um debate de forma mais qualificada. Há outra ponta desse debate que é o retorno que esse recurso gera. Por exemplo, quanto que vira de taxa de investimento, quanto gera de redução do déficit habitacional.Esse debate precisa ser bem feito. Toda vez que o retorno paga o custo do subsídio implícito, essa política tem validade. Elas não são naturalmente boas, nem ruins. Initial plugin text
TravelA2Os 20 anos do Windows 95 e o museu brasileiro do computador
Há 20 anos os computadores passariam em definitivo a fazer parte do cotidiano das pessoas. Era lançado o Windows 95 que pelas facilidades e benefícios que trazia, conquistou seu espaço não só nas empresas, mas dentro das casas, nos lares de cada um de nós. Em julho último, a Microsoft lançou o Windows 10 que pode ser baixado gratuitamente e entre os dois, claro, existe um abismo de capacidades.O Windows 95 era vendido em lojas especializadas e chegava em uma caixa contendo oito disquetes a serem instalados no PC. Com o Windows 95 as pessoas começaram a armazenar fotografias e gravações e o computador deixou de ser um objeto de uso exclusivo do escritório, entrando para dentro das residências. Um empresário de informática que pesquisa a evolução dos computadores desde 1961, José Carlos Valle, guarda em um galpão, em Itapecirica da Serra, cerca de 125 mil itens entre computadores, programas e peças digitais que ele pretende transformar no Museu do Computador. Para isso ele busca parcerias porque sua proposta é bem ousada e abrange uma viagem no tempo mostrando a evolução não só dos computadores, mas também dos videogames. Por isso admite que classificar o projeto apenas de museu é algo simples demais, "na verdade será uma arena - tech", afirma.José Carlos Valle decidiu preservar também os computadores fabricados no Brasil na fase da reserva de mercado, entre 1984 e 1992, quando o país proibia a utilização de tecnologia estrangeira para projetos digitais. A proposta era formar e desenvolver tecnologia brasileira, especializada na montagem microeletrônica de computadores, arquiteturas de hardware, desenvolvimento de software básico e de suporte, entre outros. Mas não havia no país conhecimento suficiente para se desenvolver algo competitivo com o exterior e hoje tudo aquilo que foi fabricado não serve para absolutamente nada. "Até uma máquina de escrever tem, cronologicamente, mais tecnologia que os PCs nacionais da Cobra, Cisco e Sharp colocados à venda nessa fase, mesmo assim preservo para efeito de pesquisa histórica, pois a ideia do museu abrange informação do passado, educação e conhecimento", avalia o pesquisador digital.O Museu do Computador por enquanto não está aberto ao público, mas o objetivo é abri-lo o quanto antes. Valle sugere parcerias que vão da doação de máquinas antigas por parte de empresas até financiamentos com base na lei de incentivo a cultura. "Recolher lixo eletrônico para nós é importante porque uma parte vai para o acervo do museu e outra parte nós vendemos e com esses recursos ajudamos na manutenção do projeto".Única pergunta que o empresário e curador do Museu do Computador, José Carlos Valle, ainda não pode responder é se o Windows 10 terá alguma chance de no futuro ser tão amado quanto o Windows 95 foi, em sua época. "Essa é uma questão que só o tempo saberá responder", conclui deixando à disposição dos interessados em parcerias, palestras ou exposições, bem como aos simplesmente curiosos os seus contatos: www.museusdocomputador.org.br ou pelo telefone 11- 4666-7545


